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Entre os autores que foram seduzidos pelas imagens poéticas e procuraram divulgar a própria consciência alcançada a partir desse contato, não podemos deixar de apontar Gaston Bachelard. Causa estranhamento, com certeza, esse interesse algo desviante de um filósofo pelo devaneio. Entretanto, não teria a imagem poética uma origem arquetípica que poderia ser território de estudo? Ele nos mostra que isto não apenas é possível, como nos abre novas possibilidades de leitura do mundo que nos cerca.

Não vejo no trabalho de Tânia Du Bois pretensões filosóficas, mas suas crônicas, ora apresentadas, seguem de algum modo o maravilhamento tocado pelo filósofo do devaneio, abrindo-se em cada leitura poética para novas subjetividades, novas experiências e devaneios, como ela mesmo nos coloca em “A linguagem da diferença”:  No ir e vir das expressões consentimos com o despertar da consciência no real movimento das palavras, em que autores constroem o contar e o recontar de suas versões, que vivenciamos. As histórias são semelhantes em seus começos, mas, cada autor/leitor tem seu próprio olhar e modo de descrever a linguagem da diferença.

A poesia permite o voo da palavra e todo um jogo de linguagem, o que possibilita à autora a percepção de que a palavra rompe marcos e dá sentido à vida, permitindo um espaço para as palavras entrarem em ação na perspectiva de colocar as situações da vida no meu (nosso)  dia a dia. Seja na direção da novidade, do pitoresco e do inesperado, de uma primavera a descrever, ou das forças que escavam fundo o ser, numa substância interna, como quer o filósofo, nossa cronista aponta para o fato de a arte de poetizar ser um instrumento de ligação entre nós e o mundo a descortinar os mistérios da realidade onde escritores conduzem com dinamismo ao nos mostrar a riqueza por detrás das palavras.

Tenho acompanhado de muito o trabalho de Tânia Du Bois, uma cronista do devaneio, na procura dos momentos poéticos que transcendem o pensamento, paisagens e vivências, em que caminhos se cruzam e transformam o inesperado em jogo diário. Como ela mesmo afirma: Nas diferenças reencontramos formas trabalhadas em linguagens maiores e menores, expressões atrativas no verso e reverso das palavras, ao buscarmos inovações para desvelar as entrelinhas e entrecruzar o caminho da liberdade na conexão com a realidade poética entre palavras.

Se cada poema é um convite a uma viagem muito particular, a autora do livro que agora tem nas mãos acrescenta ao roteiro novos portos, abrindo-nos a novos devaneios.Como ela mesma afirma: A linguagem da diferença é tecida, para criar o momento mágico, como pano de fundo da nossa realidade.

Carlos Pessoa Rosa